Por Que o Bronze de Janeiro é Mais Agressivo? A Física e a Biologia Por Trás da Queimadura

Por Marketing - Dermalog • 27 de janeiro de 2026 Compartilhar

A cena se repete todos os anos. Janeiro chega, o sol parece mais afiado, a pele arde mais rápido e o bronzeado se instala com intensidade quase imediata, como se o verão tivesse pressa.

A sensação de que "o sol de janeiro queima mais" não é impressão popular, é um fenômeno físico e biológico bem documentado, sustentado por dados de instituições científicas como INPE, OMS e AAD. A pele responde de forma mais intensa porque o corpo recebe mais radiação, mais energia e mais dano em menos tempo, abrindo uma cadeia de processos que vão da inflamação ao impacto direto no DNA das células.

Para entender por que isso acontece, precisamos observar o sol, a atmosfera e a própria fisiologia da pele em um diálogo complexo que explica por que este período concentra as queimaduras mais severas do ano, como mostram os números do Ministério da Saúde.

A física do sol de janeiro: quando o ângulo solar vira o vilão

O aumento da agressividade do bronzeado começa antes mesmo de a luz tocar a pele, porque envolve a posição do sol, o percurso da radiação e o quanto a atmosfera é capaz de filtrar. Janeiro é o mês em que essa equação atinge valores extremos em grande parte do Brasil, criando um ambiente onde o índice UV chega a níveis considerados perigosos pelos órgãos internacionais.

Sol mais alto no céu

No verão brasileiro, especialmente entre janeiro e fevereiro, o sol atinge sua posição mais alta no céu devido ao movimento de translação da Terra. Quanto mais perpendicular é a incidência dos raios solares, menor é o caminho atmosférico que a radiação percorre até alcançar a superfície.

Menos atmosfera significa menos filtragem natural, logo, mais UV atingindo diretamente a pele, o que acelera o início do dano.

Com isso, o corpo recebe uma intensidade maior de radiação em um intervalo menor de tempo, algo que se torna ainda mais crítico quando lembramos que o início do ano coincide com períodos de maior exposição ao ar livre.

UVB atinge níveis extremos

A radiação UVB, responsável pela queimadura e pelo eritema, apresenta picos significativos em janeiro, podendo alcançar valores até 50% maiores do que em outras épocas do ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Esse aumento de energia incidente sobre a pele cria condições em que a queimadura se forma em minutos, não em horas, explicando por que tantas pessoas voltam da praia com vermelhidão intensa mesmo usando protetor de forma inadequada ou insuficiente.

A radiação refletida aumenta o impacto

Além da radiação direta, janeiro apresenta um efeito adicional: a reflexão do UV por superfícies claras, um fenômeno conhecido como albedo. Estudos amplamente utilizados em dermatologia indicam que:

Isso significa que, na prática, a pele recebe radiação de cima e de baixo, duplicando o ataque e aumentando a intensidade do bronzeado e da queimadura.

A biologia do bronzeado: o que acontece dentro da sua pele

A pele não bronzeia por estética, bronzeia por sobrevivência. Toda mudança de cor é uma resposta ao dano, não um sinal de saúde, como reforçam dermatologistas e instituições como a American Academy of Dermatology.

A cada minuto sob UV intenso, processos bioquímicos são ativados na tentativa de proteger as células, porém essa defesa tem um preço alto que se soma à agressividade típica de janeiro.

Bronzeado = inflamação + defesa, não saúde

O bronzeado começa com inflamação. Quando a radiação UVB lesiona o DNA das células da epiderme, o corpo interpreta o impacto como uma ameaça e inicia uma resposta inflamatória, que prepara o terreno para a produção de melanina.

O pigmento escuro funciona como um filtro natural, mas aparece somente depois do dano inicial, explicando por que muitos queimam primeiro para só depois "bronzearem".

Essa lógica deixa claro que o bronzeado não é uma conquista estética, e sim a consequência biológica de danos acumulados.

O papel da melanina

A melanina é sintetizada pelos melanócitos como uma tentativa de bloquear parte da radiação que atinge as camadas mais profundas da pele. Entre as etapas do processo:

O problema é o tempo. Como a produção de melanina leva dias, a primeira exposição intensa do verão resulta quase sempre em queimadura, já que a pele ainda não está "preparada" para receber a carga energética do sol de janeiro.

Por que o bronze de janeiro fica mais forte

Em janeiro, o UVB lesiona mais, mais rápido e em maior quantidade. Uma lesão maior ativa mais melanócitos, produz mais pigmento e gera um bronzeado mais profundo, mas também mais danoso.

A melanina, nesse caso, está respondendo ao impacto intenso, não criando um bronzeado saudável.

UVA vs UVB: o que cada um faz no seu bronzeado

Para entender por que o bronze de janeiro é duplamente agressivo, precisamos separar os dois tipos de radiação que chegam à pele.

UVB (o da queimadura)

O UVB age na epiderme, camada mais superficial da pele, e é o principal responsável pelo eritema. Seus efeitos incluem:

E em janeiro, essa radiação atinge valores máximos, potencializando cada um desses efeitos e criando o cenário perfeito para queimaduras severas.

UVA (o da profundidade e manchas)

O UVA atravessa nuvens, penetra vidro e atinge a derme, camada profunda da pele. É o tipo de radiação associado ao fotoenvelhecimento, manchas e oxidação celular.

Seus efeitos:

Com UVB queimando por fora e UVA envelhecendo por dentro, janeiro se transforma na receita perfeita para danos acumulados que continuam se desenvolvendo mesmo sem nova exposição.

O que é eritema? Por que ele aparece mais rápido no verão?

O eritema é a manifestação visível da inflamação causada pela radiação, funcionando como alerta biológico de que a pele está sob ataque.

O que é o eritema

O eritema é composto por:

Ele representa um estágio crítico da resposta inflamatória, indicando que há dano celular ativo.

Por que aparece tão rápido em janeiro

Alguns fatores aceleram o eritema nesta época:

Esse conjunto reduz o "tempo seguro" de exposição, fazendo com que o eritema surja muito antes do esperado e evolua rapidamente para queimadura.

Quando o eritema vira queimadura solar

A queimadura solar é instalada quando:

Fototipos: por que algumas pessoas queimam e outras "bronzeiam bonito"

Cada pele reage de forma distinta à radiação porque a quantidade e o tipo de melanina variam conforme características genéticas.

Fototipos I e II

Fototipos III e IV

Fototipos V e VI

E mesmo com essas diferenças, janeiro coloca todos os fototipos sob risco elevado, já que o aumento da radiação supera parte das defesas naturais.

Por que o bronze de janeiro dura mais (e mancha mais)

A radiação extrema do começo do ano tem efeitos prolongados, que continuam na pele por semanas, mesmo quando a exposição diminui.

UVA alto = pigmentação profunda

O UVA empurra a melanina para camadas mais internas da pele. Quanto mais profunda a pigmentação, mais lenta é sua remoção natural, resultando em manchas que podem durar meses.

Essa profundidade pigmentar é uma das razões pelas quais pessoas com melasma sofrem agravamento significativo no verão.

Dano solar + suor + calor = inflamação prolongada

O calor e o suor aumentam a inflamação da pele, potencializando processos como:

Como se proteger especificamente no verão brasileiro

A fotoproteção de verão exige ajustes porque o ambiente muda. Janeiro demanda estratégias mais rigorosas e consistentes devido à intensidade do UV.

Aplicação e reaplicação: a regra varia conforme o protetor

Protetores convencionais:

Suntech:

Táticas de campo

Onde entra Suntech como case técnico

Suntech representa um exemplo de engenharia cosmética aplicada a cenários extremos como o sol de janeiro, demonstrando na prática como tecnologia avançada melhora o desempenho da fotoproteção.

Por que funciona em UV extremo

A tecnologia Grip System® mantém o protetor aderido à pele por mais de 5 horas mesmo com suor, água ou atrito, garantindo um filme protetor estável e contínuo, algo essencial quando a radiação está no nível máximo.

BioAdapt®: tecnologia que acompanha o clima brasileiro

A fórmula foi projetada para estabilidade em altas temperaturas e umidade, mantendo toque seco e rápida absorção mesmo em ambientes como praia, trilha ou quadra esportiva.

Pronto em 15 segundos

Diferente de protetores convencionais que exigem 15 minutos de espera, Suntech tem absorção no máximo em 15 segundos, permitindo mergulho imediato com proteção total.

Fórmula limpa e segura

O recado técnico

Quando o IUV é extremo, o FPS deixa de ser o único indicador relevante. O que garante proteção é a estabilidade do filme, a aderência, a resistência à água e a capacidade de manter desempenho mesmo em calor elevado, exatamente o tipo de engenharia cosmética que a Suntech desenvolveu para o atleta brasileiro.

Fontes e referências

Instituições científicas mencionadas: INPE, OMS (Organização Mundial da Saúde), AAD (American Academy of Dermatology), Ministério da Saúde.